Jalen Johnson
Jalen Johnson tem se tornado uma das figuras mais empolgantes da Liga Nacional de Basquete nos últimos anos. Nascido em 18 de dezembro de 2001, em Wausau, Wisconsin, esse jovem de 23 anos, com 2,03 metros de altura e 99 quilos, joga como ala pequeno pelo Atlanta Hawks. Sua jornada no basquete é marcada por uma ascensão rápida, cheia de desafios superados e momentos de brilho que o colocam no radar de fãs e analistas. Com uma combinação rara de força atlética, visão de jogo e habilidade no arremesso, Johnson não é apenas um jogador talentoso; ele representa o futuro da franquia de Atlanta. Nesta matéria, exploramos sua trajetória desde os primeiros passos nas quadras de Wisconsin até os holofotes da NBA em 2025, destacando por que ele se destaca como uma estrela em ascensão.
Origens e os Primeiros Passos no Basquete
A história de Jalen Johnson começa em uma pequena cidade do Meio-Oeste americano, onde o basquete é mais do que um esporte – é uma tradição familiar. Filho de pais que sempre incentivaram o esporte, Johnson cresceu imerso em jogos ao ar livre e treinos intensos. Sua paixão pelo basquete se manifestou cedo, e aos 14 anos, ele já chamava atenção em Sun Prairie High School, no subúrbio de Madison, Wisconsin. Sob o comando do técnico Jeff Boos, que mais tarde entraria para o Hall da Fama da Associação de Treinadores de Basquete de Wisconsin, Johnson mostrou potencial ilimitado.
No ano de calouro, em 2016-17, ele registrou médias de 15,2 pontos, 6,2 rebotes, 2,1 assistências, 1,2 roubos de bola e 1,1 tocos por partida, ajudando sua equipe a alcançar um recorde de 20 vitórias em 24 jogos. Apesar da eliminação nas semifinais regionais, sua versatilidade já era evidente: ele defendia como um veterano e pontuava com eficiência. No ano seguinte, como sophomore, Johnson elevou o nível, com 18,4 pontos, 9,6 rebotes, 4 assistências, 1,9 roubos e 1,5 tocos, levando Sun Prairie a 25 vitórias em 27 jogos e à semifinal estadual na Divisão 1 – uma conquista histórica para a escola.
Mas Johnson não parou por aí. Após o segundo ano, ele transferiu-se para Nicolet High School, em Glendale, Wisconsin, buscando desafios maiores. Lá, liderou os Knights ao título estadual na Divisão 2, sendo eleito o Jogador do Ano pela Associated Press no estado. Seus números – 24,6 pontos, 10,9 rebotes e 4,8 assistências em apenas nove jogos após uma breve passagem pela IMG Academy na Flórida – confirmaram seu status como recruta de elite. Classificado como cinco estrelas e o 13º melhor prospecto da classe de 2020, Johnson era cobiçado por universidades de ponta. Em julho de 2019, ele escolheu Duke, uma decisão que marcaria o próximo capítulo de sua carreira.
A Passagem Relâmpago por Duke e a Preparação para a Profissional
Chegar a Duke significava entrar em um dos programas mais prestigiados do college basketball, sob o comando do lendário técnico Mike Krzyzewski. Johnson, como freshman na temporada 2020-21, não decepcionou. Em sua estreia contra Coppin State, ele explodiu com 19 pontos e impressionantes 19 rebotes, uma performance que o rendeu o prêmio de Calouro da Semana na ACC (Atlantic Coast Conference). Semanas depois, contra Georgia Tech, marcou 18 pontos e pegou seis rebotes em uma vitória crucial.
No entanto, sua passagem por Durham foi curta. Em 13 jogos, com oito como titular, Johnson acumulou médias de 11,2 pontos, 6,2 rebotes e 2 assistências por jogo. Duke terminou a temporada com 13 vitórias e 11 derrotas na ACC, afetada pela pandemia de COVID-19. Em fevereiro de 2021, Johnson anunciou que deixaria o time para se preparar para o Draft da NBA, priorizando o desenvolvimento profissional e interesses familiares. A decisão foi ousada para um calouro, mas refletia sua confiança. Treinadores e olheiros viam nele um “two-way player” – capaz de impactar nos dois lados da quadra –, com potencial para ser um ala versátil na liga.
O Draft da NBA e os Primeiros Anos em Atlanta
O Draft de 2021 foi o portal para a NBA. Selecionado na 20ª posição pelo Atlanta Hawks, Johnson assinou seu contrato de novato em agosto daquele ano. Inicialmente, ele foi enviado para o afiliado da G League, College Park Skyhawks, para ganhar ritmo. Sua estreia na liga veio em meio a uma temporada de playoffs surpreendente para os Hawks, que alcançaram as semifinais do Leste. Mas os anos iniciais foram de aprendizado: em 2021-22, em 22 jogos como reserva, ele promediou apenas 2,4 pontos e 1,2 rebotes em 5,5 minutos por partida. Um procedimento no joelho esquerdo o limitou, mas não quebrou sua determinação.
A virada veio na temporada 2022-23. Com mais minutos, Johnson disputou 70 jogos, seis como titular, registrando 5,6 pontos, 4 rebotes e 1,2 assistências em 14,9 minutos. Sua eficiência no arremesso de quadra (49,1%) e defesa versátil começaram a se destacar. Nos playoffs de 2023, contra os Boston Celtics, ele contribuiu com 4,3 pontos em seis jogos. Já em 2023-24, o salto foi exponencial: como titular em 52 de 56 jogos, ele explodiu com 16 pontos, 8,7 rebotes, 3,6 assistências, 1,2 roubos e 0,8 tocos em 33,7 minutos. Seu aproveitamento de três pontos subiu para 35,5%, mostrando evolução no jogo periférico. Atlanta viu nele o complemento perfeito para Trae Young, o armador estrela da equipe.
Ascensão em 2024-25 e o Desafio da Lesão
A temporada 2024-25 prometia ser a consolidação de Johnson como peça central. Em outubro, ele assinou uma extensão de contrato de cinco anos no valor de 150 milhões de dólares – um sinal claro de confiança da franquia. Como titular em todos os 36 jogos que disputou, Johnson alcançou médias de 18,9 pontos, 10 rebotes, 5 assistências, 1,6 roubos e 1 toco em 35,7 minutos. Seu impacto ofensivo era notável: 50% de aproveitamento nos arremessos de quadra e 74,6% na linha de lance livre. Ele se tornou o segundo melhor em true shooting percentage entre os titulares dos Hawks, atrás apenas de Young.
Mas o destino interveio. Em janeiro de 2025, uma lesão no labrum do ombro esquerdo exigiu cirurgia, encerrando prematuramente sua campanha. Apesar do revés, Johnson usou o tempo de recuperação para crescer. Passou parte do verão treinando com LeBron James, focando em condicionamento e arremesso. O técnico Quin Snyder elogiou sua capacidade de passe e visão de jogo, prevendo que ele se integraria bem às novas contratações, como Kristaps Porzingis e Nickeil Alexander-Walker. “Jalen beneficia todo o time com sua vontade de passar a bola”, disse Snyder.
O Retorno Triunfal em 2025-26: Recordes e Destaques Recentes
De volta à ação na temporada 2025-26, Johnson não perdeu tempo. Com Young lesionado por semanas, ele assumiu o protagonismo, liderando os Hawks a um recorde de 11-8 até o final de novembro. Suas médias atuais impressionam: 21,5 pontos, 9,5 rebotes e 7 assistências por jogo, com 55% de aproveitamento de quadra e 39% de três pontos. Em uma sequência de cinco jogos recentes, ele registrou 26,2 pontos, 11,6 rebotes e 9 assistências – números que o colocam como um dos jogadores mais completos da Conferência Leste.
O ápice veio em 13 de novembro de 2025, contra o Utah Jazz. Johnson registrou 31 pontos, 18 rebotes, 14 assistências, 7 roubos e 4 cestas de três em uma vitória por 132-122. Foi seu terceiro triplo-duplo na carreira, o primeiro da temporada, e estabeleceu recordes pessoais em todos os quesitos – inclusive o maior número de roubos em um jogo. Mais impressionante: ele se tornou o primeiro jogador na história da NBA a alcançar essa combinação em uma única partida. Analistas chamam isso de “quadruple-double moral”, dada a proximidade com um feito raríssimo.
Outros destaques incluem 28 pontos, 11 assistências e 8 rebotes na vitória apertada por 113-110 sobre o Charlotte Hornets em 23 de novembro, quebrando um recorde de franquia com oito jogos consecutivos de pelo menos 15 pontos, 5 rebotes e 5 assistências. Contra o San Antonio Spurs, ele somou 26 pontos e 12 rebotes em uma derrota, mostrando resiliência. Recentemente, nomeado Jogador da Semana no Leste após liderar Atlanta a um 4-0 em road trip pela Conferência Oeste – a primeira varrida em uma viagem de quatro jogos desde 1970-71 –, Johnson promediou 24 pontos, 12 rebotes, 9,3 assistências e 2,5 roubos. Sua defesa elevou o rating defensivo dos Hawks para o top 5 da liga (111,7), com 10-4 sem Young no lineup.
Esses números não são coincidência. Johnson melhorou seu uso de bola (22,5% de usage rate), visão (20,4% de assist percentage) e rebotes ofensivos (4,9% de OREB%), tornando-se um facilitador nato. Seu irmão, Kobe Johnson, também jogador profissional, comentou em entrevista: “Jalen está no auge; ele trabalha como ninguém”. Com Porzingis adicionando espaçamento, Johnson tem espaço para brilhar como slasher e criador de jogadas.
O Legado em Construção e o Futuro com os Hawks
Jalen Johnson não é mais o recruta promissor; ele é o coração pulsante dos Atlanta Hawks. Sua evolução de reserva obscuro para estrela em potencial reflete dedicação e adaptação. Em uma era de big men versáteis como Giannis Antetokounmpo e Jayson Tatum, Johnson se encaixa perfeitamente: atlético, inteligente e incansável. Com Young de volta, a dupla pode formar uma das mais dinâmicas da liga, mas Johnson já prova que pode carregar o time sozinho.
Olhando adiante, especulações sobre trocas circundam Atlanta, especialmente com o contrato de Young em debate. No entanto, o foco é claro: playoffs e uma vaga no All-Star Game para Johnson em 2026. Sua história inspira jovens atletas – de Wisconsin a Geórgia –, mostrando que persistência vence lesões e dúvidas. Aos 23 anos, Jalen Johnson está apenas começando a escrever seu capítulo na NBA. E, pelo ritmo atual, será um dos mais memoráveis.








